Por que escrevo?
Escrevo para não morrer.
(José Saramago)
Escrevo para não morrer.
(José Saramago)
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
PASSAGEM
PASSAGEM
(Para Custódia Torres,
com pesar)
A vida pede passagem
a uma flor nas
galáxias.
Pranteio diante da
pétala
Que vai sem dizer
adeus.
A rosa esmagada
A rosa esfacelada
A rosa silenciosa
A rosa vibrante.
É assim que meu ser se
cala
com sua partida
inesperada.
Esmago uma pétala
vermelha
Como gotas de sangue na
alma.
Eis que minha poesia
soa sem voz
E murmura no silêncio
da noite:
“Saudades de uma rosa
Custódia”.
(Rosidelma Fraga - 10/10/2012)
...
[NOTA: Nunca tive vontade de escrever um poema para colegas de faculdade, muito menos queria escrevê-lo na situação que me veio. Mas hoje, a morte trágica de Custódia, com a dor na alma e a lembrança de sua força vibrante, suas roupas coloridas e teu sorriso otimista conduziram-me a essa página para ultimar a minha homenagem a uma pessoa rara que pude estudar na Graduação em Letras na UNEMAT. Que Deus a receba com manto de luz e suavize a dor esfacelada nos corações daqueles que sentirão saudade eterna].
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
DESENHO
(Para Ivan Murilo, meu filho, minha luz, minha vida).
Desenho na
orla da poesia:
a) O teu
cheiro absorvido por meu tato inaudito;
b) O teu ar
costurado no pulmão de meu poema;
c) A tua voz
entrelaçada em minhas vértebras;
d) A minha
alma tatuada de teu corpo;
e) E o corpo
da poesia lavado por teu perfume.
Tal como Deus
vibrando na criação
A pintura de
meu desenho lírico
Retratou o
teu estar em mim.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
ARCANJO À MEIA-NOITE
(HBN)
Um poema brota à meia
noite
depois de uma voz
silenciosa e nua
que em mim soa valsa,
épica e cantares.
Noutras vidas era a
mesma poesia
desnudando-se nesta doçura
limítrofe
para dizer-me sonetos desmedidos.
Outrora com a dança de
tua alma,
minh’ alma lavou-se no
lirismo teu...
Enciumada, guardei tua visitação.
Banhei meu corpo em tua
luz
Desci do instante de flâmula
E meu coração voou dez
metros.
Nesta tua aura por
Camões e canções
escrevi na folha luminosa
de teu sorriso
todos os versos mordidos
pela ternura.
Depois de tua partida, arcanjo
redentor,
meu coração saiu por mares tresloucado...
E a ausência tua abraçou-me
na eternidade.
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