Por que escrevo?
Escrevo para não morrer.

(José Saramago)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

KAMASUTRA


 (Poema que escrevi depois de ler Roland Barthes)

 

Quero o teu desejo
de silêncio falante.
Suspiro a palavra
na orla do ouvido.
Murmuro o som da sílaba
em cobiça nascente.

Domino a inspiração inútil
e professo:
“Sou o teu kamasutra
no afã do poema”.
Eu sou a prova do desejo
E o êxtase de ser a escritura.

Em delírio e espumas,
apalpo o gozo inefável
de tua ausência
a se banhar e refletir em mim.


[Poema publicado na Antologia Veloso - 2012 em Tocantins.]

Um comentário:

CHIICO MIGUEL disse...

Rosidelma,
Gostei demais eeste e o copiei no word, para depois publicar no blog.
Parabéns. Referindo ao que você disse no e-mail, ontem à noite, é verdade que muitas vezes a gente oferece um presente de um poema e o destinatário nem procura ler. Seria ingratidão? Talvez, não! Este mundo é cheio de solicitações e a pessoa nem se dá conta de que daria um prazer enorme se o lesse. Mas a gente faz pelo prazer que a poesia nos dá.
Abraços
chico miguel